
Blog da FEESSERS - Federação dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde do Rio Grande do Sul. Foi Fundada em 25 de Maio de 1975. Representa cerca de 100.000 trabalhadores da saúde no Estado. É filiada a Central Única dos Trabalhadores - CUT.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Plano de Lutas 2008
- Campanha de valorização e afirmação da identidade coletiva do Trabalhador da Saúde, com ênfase na importância dos trabalhadores de Nível médio e Elementar. Buscar financiamento, junto a CNTS e CNTSS para o desenvolvimento de um e slogan e marca nacional para os trabalhadores da saúde da base da FEESSERS;
- Dar continuidade ao Movimento Mais Saúde, envolvendo as Centrais e Confederações (CUT, CNTS e CNTSS);
- Luta pelo piso mínimo regional no nível 2 para distanciar a actividade laborativa em saúde da remuneração próxima da linha da miséria e ascensão de padrões de consumo e de vida aos de classe média. Travar uma luta por reconhecimento na forma de salário e condições de trabalho decentes que signifique um sentido positivo para a existência dos trabalhadores da saúde;
- Projeto Gincana Estadual da Saúde 2008 para sensibilizar a opinião pública em relação as dificuldades, necessidades e importância dos Trabalhadores da Saúde para a sociedade;
- Seminários de Preparação par as atividades conjuntas da Campanha Salarial Unificada de 2008 - com as Diretorias e Assessoria de Formação da FEESSERS e SINDISAÚDE-RS;
- Congresso Estadual da FEESSERS em 2008.
- Luta contra o PLS 26 de extinção das categorias de Auxiliar e Técnico de Enfermagem.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
O perigo da acomodação no Movimento Sindical
Lei de Ferro das Oligarquias
Para Michels, embora surgidos com o advento da democracia política, os partidos, sindicatos e organizações de classe, mesmo os mais democráticos, desenvolvem em seu interior inexoravelmente um poder oligárquico, ou seja de dominação da maioria pela minoria.
De fato, toda organização institucional formal moderna, para ser eficiente precisa adotar a divisão de tarefas e racionalizar procedimentos, o que implica na profissionalização de dirigentes e rígida hierarquização. Isso permite amplo conhecimento da máquina e maior controle sobre a militância e a oposição interna, inibindo iniciativas das bases e eliminando oposição indesejável, além do uso de recursos materiais e financeiros do partido, ou sindicato em benefício próprio, seja pessoal ou político, o que os tornam (os dirigentes) praticamente irremovíveis.
Com isso, os interesses dos dirigentes deixam de serem os mesmos dos representados, e passam a ser em alguns casos, até antagônicos, sobretudo na medida em que visam garantir a manutenção do poder. Em síntese, “a lei sociológica fundamental que rege inelutavelmente as organizações político-representativas pode ser formulada assim:
- A organização é a fonte de onde nasce a dominação dos eleitos sobre os eleitores, dos mandatários sobre os mandantes, dos delegados sobre os que delegam. “Quem diz organização, diz oligarquia”, conclui Michels.
E a conseqüência mais visível dessa transformação é o aburguesamento de seus dirigentes, que, ao reproduzirem práticas de dominação tradicionais, deixam de ser instrumentos da mudança social.
Hoje, é possível afirmar que a questão da representação na democracia contemporânea demanda um desempenho das organizações políticas que não se esgota no resultado eleitoral, nem mesmo na participação de seus membros na organização interna da instituição, de modo mais complexo ainda, requer um comportamento político que associe o êxito eleitoral a uma participação política de seus membros, articulada com a de outros setores da sociedade no exercício do poder, como condição de uma democracia efetiva – leia-se representativa e participativa.
Se a premissa for correta, a construção da modernidade democrática requer a democratização das instituições, que depende, fundamentalmente, da forma como é administrado o conflito, na relação entre setores internos, entre si e deles com a categoria.
TEXTO GUIA PARA O ENCONTRO ESTADUAL DE DIRIGENTES SINDICAIS DA SAÚDE
Os desafios para os trabalhadores da saúde no contexto da Reforma Sindical.
O 2º ENCONTRO ESTADUAL DOS TRABALHADORES DA SAÚDE DO RIO GRANDE DO SUL, promovido pela, FEESSERS e CNTS nos desafia a debatermos o futuro das entidades representativas dos trabalhadores da saúde.
A Reforma Sindical ocasionará uma profunda mudança na forma de organização de nossas entidades, sua relação com os trabalhadores e a força da marca sindical no quotidiano dos trabalhadores da saúde. Isto ocorrerá. Qualquer que seja a versão da Reforma Sindical venha a ser aprovada no Congresso nacional e sancionada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante o encontro estaremos analisando as diferentes propostas de reforma que estão em discussão no congresso nacional e quais as alternativas e paradigmas que irão nortear as novas relações entre dirigentes sindicais e a categoria dos trabalhadores da saúde, especialmente a proposta de tornar voluntário o desconto do imposto sindical.
Sabemos que a crise do movimento sindical é anterior aos governos de FHC e se aprofundou nos governos do PT. O fato novo é que temos neste período de crise a oportunidade para reordenarmos a organização sindical, superando as dificuldades de identificação entre a categoria, suas entidades e suas lideranças.
Somos cerca de 100.000 trabalhadores no Estado. No entanto, temos apenas 17.413 sócios nas 23 entidades filiadas a Federação. Como este número de associados tem se mantido estável ao longo do tempo, este é um dado histórico que precisa ser modificado. Ter apenas 17,4% dos trabalhadores da base associados ao seu sindicato é um fato que não reflete mais a realidade.
Considerando a importância política e social de nossa categoria, temos muito espaço para crescer em autonomia e capacidade de mobilização.
Somos, desde os anos 90 e cada vez mais, uma das categorias que mais emprega mão de obra técnica e especializada. São trabalhadores da manutenção, segurança, higienização, enfermagem, diagnóstico, administrativo, entre outros. Se por um lado fecharam-se vagas de emprego nos hospitais do interior, devido à má gestão, o posto de trabalho tem aumentado na capital, nas prefeituras (PSFs), nas clínicas, nas remoções de urgência e emergência, no atendimento domiciliar, etc. O aporte de tecnologia, por outro lado, tem o efeito de aumentar postos de trabalho na saúde, uma vez que o elemento humano não pode ser dispensado no atendimento à saúde.
Observamos o exemplo de sindicatos com marcas respeitadas na opinião pública e com alto número de associados. Estas entidades investem muito em propaganda institucional e na imagem de suas lideranças, não oferecem nenhum tipo, ou muito pouco, assistencialismo, e sobrevivem baseados apenas em sua credibilidade social e política.
Sabemos que os trabalhadores com carteira assinada sustentam as entidades através do imposto sindical e da contribuição assistencial. Deste ponto de vista todos estão ligados a instituição sindical. Porém, somente os sócios participam na tomada de decisões referentes aos rumos da luta ao votarem nas assembléias e eleições.
Das várias propostas de reforma sindical em pauta, todas irão, de uma forma ou de outra, apontar para uma maior participação da base nas decisões administrativas e políticas dos sindicatos. Somente entidades com forte representatividade, ou seja, com muitos sócios, serão fortes no período pós Reforma Sindical.
Desta forma, convidamos todos os participantes do encontro a refletir propositivamente sobre as novas formas de relação entre a base e os dirigentes sindicais. As estratégias de produção, confiabilidade, competência e credibilidade que irão tornar mais fortes nossa federação e cada uma de suas entidades filiadas.
Questões para debate no Encontro Estadual dos Dirigentes Sindicais da Saúde
As conclusões dos debates e as estratégias propostas serão fundamentais para a edição do DVD do Encontro Estadual e para a redação do jornal. No DVD e no jornal serão apresentados o relatório final e o plano de lutas 2008.
Como reforçar a marca institucional do sindicato em nosso município?
Como informar a opinião pública a respeito do SUS, da gestão dos hospitais, das secretarias de saúde, dos conselhos e das condições de trabalho da categoria da saúde?
Como manter a opinião pública do lado dos trabalhadores da saúde?
Quais políticas de comunicação social podem fazer a marca do Sindicato e da Federação serem reconhecidas na comunidade?
Qual o papel do dirigente sindical para superar a crise do movimento sindical?
Como transformar credibilidade e competência num produto que a categoria valorize a ponto de passar a ser sócia da entidade que a representa?
O 2º ENCONTRO ESTADUAL DOS TRABALHADORES DA SAÚDE DO RIO GRANDE DO SUL, promovido pela, FEESSERS e CNTS nos desafia a debatermos o futuro das entidades representativas dos trabalhadores da saúde.
A Reforma Sindical ocasionará uma profunda mudança na forma de organização de nossas entidades, sua relação com os trabalhadores e a força da marca sindical no quotidiano dos trabalhadores da saúde. Isto ocorrerá. Qualquer que seja a versão da Reforma Sindical venha a ser aprovada no Congresso nacional e sancionada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante o encontro estaremos analisando as diferentes propostas de reforma que estão em discussão no congresso nacional e quais as alternativas e paradigmas que irão nortear as novas relações entre dirigentes sindicais e a categoria dos trabalhadores da saúde, especialmente a proposta de tornar voluntário o desconto do imposto sindical.
Sabemos que a crise do movimento sindical é anterior aos governos de FHC e se aprofundou nos governos do PT. O fato novo é que temos neste período de crise a oportunidade para reordenarmos a organização sindical, superando as dificuldades de identificação entre a categoria, suas entidades e suas lideranças.
Somos cerca de 100.000 trabalhadores no Estado. No entanto, temos apenas 17.413 sócios nas 23 entidades filiadas a Federação. Como este número de associados tem se mantido estável ao longo do tempo, este é um dado histórico que precisa ser modificado. Ter apenas 17,4% dos trabalhadores da base associados ao seu sindicato é um fato que não reflete mais a realidade.
Considerando a importância política e social de nossa categoria, temos muito espaço para crescer em autonomia e capacidade de mobilização.
Somos, desde os anos 90 e cada vez mais, uma das categorias que mais emprega mão de obra técnica e especializada. São trabalhadores da manutenção, segurança, higienização, enfermagem, diagnóstico, administrativo, entre outros. Se por um lado fecharam-se vagas de emprego nos hospitais do interior, devido à má gestão, o posto de trabalho tem aumentado na capital, nas prefeituras (PSFs), nas clínicas, nas remoções de urgência e emergência, no atendimento domiciliar, etc. O aporte de tecnologia, por outro lado, tem o efeito de aumentar postos de trabalho na saúde, uma vez que o elemento humano não pode ser dispensado no atendimento à saúde.
Observamos o exemplo de sindicatos com marcas respeitadas na opinião pública e com alto número de associados. Estas entidades investem muito em propaganda institucional e na imagem de suas lideranças, não oferecem nenhum tipo, ou muito pouco, assistencialismo, e sobrevivem baseados apenas em sua credibilidade social e política.
Sabemos que os trabalhadores com carteira assinada sustentam as entidades através do imposto sindical e da contribuição assistencial. Deste ponto de vista todos estão ligados a instituição sindical. Porém, somente os sócios participam na tomada de decisões referentes aos rumos da luta ao votarem nas assembléias e eleições.
Das várias propostas de reforma sindical em pauta, todas irão, de uma forma ou de outra, apontar para uma maior participação da base nas decisões administrativas e políticas dos sindicatos. Somente entidades com forte representatividade, ou seja, com muitos sócios, serão fortes no período pós Reforma Sindical.
Desta forma, convidamos todos os participantes do encontro a refletir propositivamente sobre as novas formas de relação entre a base e os dirigentes sindicais. As estratégias de produção, confiabilidade, competência e credibilidade que irão tornar mais fortes nossa federação e cada uma de suas entidades filiadas.
Questões para debate no Encontro Estadual dos Dirigentes Sindicais da Saúde
As conclusões dos debates e as estratégias propostas serão fundamentais para a edição do DVD do Encontro Estadual e para a redação do jornal. No DVD e no jornal serão apresentados o relatório final e o plano de lutas 2008.
Como reforçar a marca institucional do sindicato em nosso município?
Como informar a opinião pública a respeito do SUS, da gestão dos hospitais, das secretarias de saúde, dos conselhos e das condições de trabalho da categoria da saúde?
Como manter a opinião pública do lado dos trabalhadores da saúde?
Quais políticas de comunicação social podem fazer a marca do Sindicato e da Federação serem reconhecidas na comunidade?
Qual o papel do dirigente sindical para superar a crise do movimento sindical?
Como transformar credibilidade e competência num produto que a categoria valorize a ponto de passar a ser sócia da entidade que a representa?
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