Os desafios para os trabalhadores da saúde no contexto da Reforma Sindical.
O 2º ENCONTRO ESTADUAL DOS TRABALHADORES DA SAÚDE DO RIO GRANDE DO SUL, promovido pela, FEESSERS e CNTS nos desafia a debatermos o futuro das entidades representativas dos trabalhadores da saúde.
A Reforma Sindical ocasionará uma profunda mudança na forma de organização de nossas entidades, sua relação com os trabalhadores e a força da marca sindical no quotidiano dos trabalhadores da saúde. Isto ocorrerá. Qualquer que seja a versão da Reforma Sindical venha a ser aprovada no Congresso nacional e sancionada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante o encontro estaremos analisando as diferentes propostas de reforma que estão em discussão no congresso nacional e quais as alternativas e paradigmas que irão nortear as novas relações entre dirigentes sindicais e a categoria dos trabalhadores da saúde, especialmente a proposta de tornar voluntário o desconto do imposto sindical.
Sabemos que a crise do movimento sindical é anterior aos governos de FHC e se aprofundou nos governos do PT. O fato novo é que temos neste período de crise a oportunidade para reordenarmos a organização sindical, superando as dificuldades de identificação entre a categoria, suas entidades e suas lideranças.
Somos cerca de 100.000 trabalhadores no Estado. No entanto, temos apenas 17.413 sócios nas 23 entidades filiadas a Federação. Como este número de associados tem se mantido estável ao longo do tempo, este é um dado histórico que precisa ser modificado. Ter apenas 17,4% dos trabalhadores da base associados ao seu sindicato é um fato que não reflete mais a realidade.
Considerando a importância política e social de nossa categoria, temos muito espaço para crescer em autonomia e capacidade de mobilização.
Somos, desde os anos 90 e cada vez mais, uma das categorias que mais emprega mão de obra técnica e especializada. São trabalhadores da manutenção, segurança, higienização, enfermagem, diagnóstico, administrativo, entre outros. Se por um lado fecharam-se vagas de emprego nos hospitais do interior, devido à má gestão, o posto de trabalho tem aumentado na capital, nas prefeituras (PSFs), nas clínicas, nas remoções de urgência e emergência, no atendimento domiciliar, etc. O aporte de tecnologia, por outro lado, tem o efeito de aumentar postos de trabalho na saúde, uma vez que o elemento humano não pode ser dispensado no atendimento à saúde.
Observamos o exemplo de sindicatos com marcas respeitadas na opinião pública e com alto número de associados. Estas entidades investem muito em propaganda institucional e na imagem de suas lideranças, não oferecem nenhum tipo, ou muito pouco, assistencialismo, e sobrevivem baseados apenas em sua credibilidade social e política.
Sabemos que os trabalhadores com carteira assinada sustentam as entidades através do imposto sindical e da contribuição assistencial. Deste ponto de vista todos estão ligados a instituição sindical. Porém, somente os sócios participam na tomada de decisões referentes aos rumos da luta ao votarem nas assembléias e eleições.
Das várias propostas de reforma sindical em pauta, todas irão, de uma forma ou de outra, apontar para uma maior participação da base nas decisões administrativas e políticas dos sindicatos. Somente entidades com forte representatividade, ou seja, com muitos sócios, serão fortes no período pós Reforma Sindical.
Desta forma, convidamos todos os participantes do encontro a refletir propositivamente sobre as novas formas de relação entre a base e os dirigentes sindicais. As estratégias de produção, confiabilidade, competência e credibilidade que irão tornar mais fortes nossa federação e cada uma de suas entidades filiadas.
Questões para debate no Encontro Estadual dos Dirigentes Sindicais da Saúde
As conclusões dos debates e as estratégias propostas serão fundamentais para a edição do DVD do Encontro Estadual e para a redação do jornal. No DVD e no jornal serão apresentados o relatório final e o plano de lutas 2008.
Como reforçar a marca institucional do sindicato em nosso município?
Como informar a opinião pública a respeito do SUS, da gestão dos hospitais, das secretarias de saúde, dos conselhos e das condições de trabalho da categoria da saúde?
Como manter a opinião pública do lado dos trabalhadores da saúde?
Quais políticas de comunicação social podem fazer a marca do Sindicato e da Federação serem reconhecidas na comunidade?
Qual o papel do dirigente sindical para superar a crise do movimento sindical?
Como transformar credibilidade e competência num produto que a categoria valorize a ponto de passar a ser sócia da entidade que a representa?
O 2º ENCONTRO ESTADUAL DOS TRABALHADORES DA SAÚDE DO RIO GRANDE DO SUL, promovido pela, FEESSERS e CNTS nos desafia a debatermos o futuro das entidades representativas dos trabalhadores da saúde.
A Reforma Sindical ocasionará uma profunda mudança na forma de organização de nossas entidades, sua relação com os trabalhadores e a força da marca sindical no quotidiano dos trabalhadores da saúde. Isto ocorrerá. Qualquer que seja a versão da Reforma Sindical venha a ser aprovada no Congresso nacional e sancionada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante o encontro estaremos analisando as diferentes propostas de reforma que estão em discussão no congresso nacional e quais as alternativas e paradigmas que irão nortear as novas relações entre dirigentes sindicais e a categoria dos trabalhadores da saúde, especialmente a proposta de tornar voluntário o desconto do imposto sindical.
Sabemos que a crise do movimento sindical é anterior aos governos de FHC e se aprofundou nos governos do PT. O fato novo é que temos neste período de crise a oportunidade para reordenarmos a organização sindical, superando as dificuldades de identificação entre a categoria, suas entidades e suas lideranças.
Somos cerca de 100.000 trabalhadores no Estado. No entanto, temos apenas 17.413 sócios nas 23 entidades filiadas a Federação. Como este número de associados tem se mantido estável ao longo do tempo, este é um dado histórico que precisa ser modificado. Ter apenas 17,4% dos trabalhadores da base associados ao seu sindicato é um fato que não reflete mais a realidade.
Considerando a importância política e social de nossa categoria, temos muito espaço para crescer em autonomia e capacidade de mobilização.
Somos, desde os anos 90 e cada vez mais, uma das categorias que mais emprega mão de obra técnica e especializada. São trabalhadores da manutenção, segurança, higienização, enfermagem, diagnóstico, administrativo, entre outros. Se por um lado fecharam-se vagas de emprego nos hospitais do interior, devido à má gestão, o posto de trabalho tem aumentado na capital, nas prefeituras (PSFs), nas clínicas, nas remoções de urgência e emergência, no atendimento domiciliar, etc. O aporte de tecnologia, por outro lado, tem o efeito de aumentar postos de trabalho na saúde, uma vez que o elemento humano não pode ser dispensado no atendimento à saúde.
Observamos o exemplo de sindicatos com marcas respeitadas na opinião pública e com alto número de associados. Estas entidades investem muito em propaganda institucional e na imagem de suas lideranças, não oferecem nenhum tipo, ou muito pouco, assistencialismo, e sobrevivem baseados apenas em sua credibilidade social e política.
Sabemos que os trabalhadores com carteira assinada sustentam as entidades através do imposto sindical e da contribuição assistencial. Deste ponto de vista todos estão ligados a instituição sindical. Porém, somente os sócios participam na tomada de decisões referentes aos rumos da luta ao votarem nas assembléias e eleições.
Das várias propostas de reforma sindical em pauta, todas irão, de uma forma ou de outra, apontar para uma maior participação da base nas decisões administrativas e políticas dos sindicatos. Somente entidades com forte representatividade, ou seja, com muitos sócios, serão fortes no período pós Reforma Sindical.
Desta forma, convidamos todos os participantes do encontro a refletir propositivamente sobre as novas formas de relação entre a base e os dirigentes sindicais. As estratégias de produção, confiabilidade, competência e credibilidade que irão tornar mais fortes nossa federação e cada uma de suas entidades filiadas.
Questões para debate no Encontro Estadual dos Dirigentes Sindicais da Saúde
As conclusões dos debates e as estratégias propostas serão fundamentais para a edição do DVD do Encontro Estadual e para a redação do jornal. No DVD e no jornal serão apresentados o relatório final e o plano de lutas 2008.
Como reforçar a marca institucional do sindicato em nosso município?
Como informar a opinião pública a respeito do SUS, da gestão dos hospitais, das secretarias de saúde, dos conselhos e das condições de trabalho da categoria da saúde?
Como manter a opinião pública do lado dos trabalhadores da saúde?
Quais políticas de comunicação social podem fazer a marca do Sindicato e da Federação serem reconhecidas na comunidade?
Qual o papel do dirigente sindical para superar a crise do movimento sindical?
Como transformar credibilidade e competência num produto que a categoria valorize a ponto de passar a ser sócia da entidade que a representa?
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