terça-feira, 1 de abril de 2008

O sofrimento dos trabalhadores da saúde

Depois das denúncias, na semana passada, de infecções hospitalares causadas por fezes de pombos e da permanência de ratos nas dependências do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre o sinal de alerta está emitindo luz vermelha nos recônditos das consciências dos cidadãos gaúchos.

Nesta semana (segundo o noticiário de jornal, rádio e TV) é a lotação das UTIs neonatais que tira o sono das nossas gestantes, além disso temos as bactérias resistentes a antibióticos que tem levado os hospitais e a vigilãncia sanitária a buscarem medidas de contenção ao alastramento da infecção de pacientes internados em áreas fechadas.

São tantos os problemas e tão óbvias as conseqüências para os trabalhadores e usuários dos serviços de saúde público e privado, que nem temos dificuldade em perceber que estas denúncias, antes de oportunismo político, devem-se a preocupação das lideranças dos trabalhadores saúde em perceber a situação de sofrimento psíquico em que se encontram os trabalhadores que devem cuidar da saúde da população.

A sociedade precisa se perguntar:

Como vive, quantos empregos precisa ter para sobreviver, que nível de salários e que jornada o profissional da enfermagem é obrigado a suportar?

Qual apoio, eles que administram, os tratamentos de ponta prescritos e permanecem 24 horas ao lado dos enfermos, sofrendo assédio moral constante e suportando a pressão de trabalhar em sistemas de saúde com problemas de gestão e de organização, tem da parte de seu conselho profissional?

Quantos pacientes atende um Auxiliar ou Técnico em Enfermagem na emergência do GHC, Santa Casa, Hospital de Clinicas, Ernesto Dorneles, ULBRA, PUC, Vila Nova e em todos os demais hospitais do Estado?

Como fica o atendimento a população com as condições de trabalho precárias que são impostas ao trabalhadores da saúde?

Por tudo isso devemos participar das convocações feitas pela direção da FEESSERS e seu sindicatos filiados, protestar e dar visibilidade pública para nossas reivindicações.

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