Segundo a reportagem, uma semana depois de se desfiliar do PSDB, Ferst, que ajudou a coordenar a campanha de Yeda em 2006, afirmou em entrevista à Folha que foi uma decisão da cúpula do governo reestruturar o esquema de desvio.
O empresário negocia com o Ministério Público Federal e com a Justiça implicar cerca de dez nomes de integrantes e ex-integrantes do primeiro escalão do governo gaúcho, além de pessoas com foro privilegiado, em troca da retirada de parte das acusações contra ele.
Ferst é réu em ação criminal com outras 39 pessoas. Ele responde, entre outras acusações, por corrupção ativa e extorsão.
À reportagem, por meio de sua assessoria de imprensa, Yeda afirmou que não tomou conhecimento da fraude do Detran antes da deflagração da Operação Rodin, da Polícia Federal, em novembro do ano passado.
"Se ela tivesse tido conhecimento, teria feito o que sempre faz quando surge alguma denúncia: mandado apurar", disse o assessor Joabel Pereira. O governo também nega que Ferst tenha sido recebido pela tucana depois que ela foi empossada governadora.
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