Existe no Movimento Sindical, uma Campanha de alguns sindicalistas pela manutenção da Contribuição Sindical, mas cabe uma reflexão.
Hoje a contribuição sindical, além de insuficiente para a manutenção dos sindicatos, não é a maior receita, tão pouco a que pesa mais no bolso dos trabalhadores.
O que pesa para os trabalhadores que são sócios dos sindicatos é a soma das contribuições (imposto+ mensalidade+ assistencial + confederativo) e mais a dor de saber que muitos tem os mesmos benefícios e por não serem sócios, contribuem apenas com a Contribuição Sindical.
Pior é que alguns procuradores do Ministério Publico do Trabalho tem ajudado a deixar o fardo mais pesado, quando o sindicato tenta equilibrar, cobrando de todos para que possam pagar menos, esses procuradores proíbem e dizem que só os sócios devem ser atingidos.
A proposta da taxa negocial deve solucionar o problema, desde que atenda dois pressupostos mínimos. Após a decisão da Assembléia Geral: A obrigatoriedade de atingir a todos e a obrigatoriedade do recolhimento ser na Caixa Econômica Federal (que terá a tarefa de fazer o rateio entre as entidades de grau superior).
Ficariam apenas duas contribuições, uma expontânea (mensalidade social) e outra obrigatória, porém decidida pelos trabalhadores (taxa negocial) com limite máximo de 1% do vencimento anual do trabalhador.
Ta na hora de tornar a contribuição mais leve para os sócios e fazer com que os não sócios que também são beneficiados paguem um pouco mais e todos sairão ganhando.
Devemos combater o egoísmo de alguns dirigentes e de trabalhadores, que não conseguem ver além do seu próprio interesse. É hora de avançar equilibrando a contribuição, já que as conquistas são as mesmas para todos. Quem luta por justiça social deve sobreviver também com contribuições mais justas.
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