quinta-feira, 27 de novembro de 2008

MAIORIA GOVERNISTA APROVOU ORÇAMENTO DO RS

O orçamento de 2009, mesmo sendo inconstitucional, acabou sendo aprovado pela maioria governista dos deputados estaduais. Com cortes na educação 1,2 bilhão e na saúde 930 milhões, deixará o estado de cumprir os mínimos constitucionais na educação em vez de 35 % serão apenas 26,8 % e na saúde em vez de 12 % serão apenas 5,89 %.

Taí a formula para quem quiser aprender a equilibrar o orçamento da família, Yeda como professora esta ensinando, não divulgue que a sua renda aumentou, deixe de cumprir com suas obrigações, não pague dívidas e não faça investimento algum, promova um grande corte nos gastos, mesmo aqueles das necessidades fisiológicas, água, alimentação, luz, etc...

Você vai ver que poderá até sobrar algum, não se esqueça corte apenas dos outros membros da sua família, o seu até você pode dar uma aumentadinha, isso é mais que 100 % legal, austeridade nos olhos dos outros é refresco.

NAO BASTA TER PISO É PRECISO FAZER CUMPRIR A LEI

Duas categorias ligadas a nossa representação, tem piso e jornada de trabalho definidas em leis federais, porem, por incrível que pareça ainda existem profissionais dessas duas áreas que estão com jornada e salários abaixo do que a lei determina.

A lei 7.394 de 29/10/1985, determina que os técnicos em radiologia terão como salário mínimo profissional dois salários mínimos da região, acrescidos de 40 % sobre esses dois salários mínimos da região a título de insalubridade e risco de vida.

A lei 3.999 de 15/12/1961, determina que os auxiliares de laboratório e de radiologia, terão seus salários mínimos profissionais, igualmente em dois salários mínimos da região, também fixa a jornada diária em 04 horas, limitando ainda, caso existam dois contratos, a jornada máxima de 06 horas, ou seja, o máximo de trabalho diário de um auxiliar de laboratório e de raio x, mesmo possuindo dois vínculos é de 06 horas diárias.

Interpretando as duas leis chegamos a conclusão que os técnicos e auxiliares de radiologia possuem os mesmos direitos e garantias legais.

Estamos lutando a anos para que a jornada de todos os profissionais da saúde sejam limitadas em 30 horas semanais, porem não podemos esquecer nunca, que esse limite deve vir casado com a fixação de um salário mínimo profissional e com um limitador de jornada, para aqueles que possuírem mais de um vínculo, caso contrário teremos rebaixamento de salários e excesso de jornada.

O Ministério do Trabalho esta fiscalizando o cumprimento dessas duas leis, é importante que casos de descumprimento sejam denunciados via sindisaudes.

Existe ainda a Sumula 301 do TST, que garante que o fato do empregado não possuir diploma de auxiliar de laboratório não afasta a observância das normas da Lei 3.999, basta comprovar a prestação dos serviços na atividade.

sábado, 22 de novembro de 2008

CUT E DEMAIS CENTRAIS SINDICAIS RUMO A BRASILIA


No dia 03 de dezembro de 2008, em Brasília-DF, ocorrerá a V Marcha Nacional da Classe Trabalhadora.

Essa Marcha traz uma série de reivindicações históricas da Classe Trabalhadora, conforme pode ser lido no cartaz de chamada.

Do Rio Grande do Sul, deverá partir uma delegação de 500 pessoas, que deverão somar-se aos 30 mil participantes de todo o Brasil.

VIII CONGRESSO ESTADUAL DOS TRABALHADORES DA SAÚDE/RS




Plano de Lutas:

Negociações:

  • Apoiar a negociação da CNTS/CNS pelo acordo guarda chuva;
  • Fortalecer as negociações coletivas de trabalho através da pauta estadual unificada;
  • Luta pela mudança de faixa e pelo reajuste do piso estadual;
  • Luta pela implementação do piso salarial nacional da categoria;
  • Lutar pela Unificação da data-base da categoria;
  • Lutar pela implementação de um Acordo Estadual contemplando questões como jornada e condições de trabalho;

Sindical:

  • Intensificar a formação de dirigentes sindicais;
  • Definir estratégias visando a aumento de filiados ao sindicatos;
  • Fortalecimento dos comitês de GÊNERO, RAÇA, GLBT e JOVENS da CNTS e FEESSERS;
  • Criação de fundo de publicidade estadual para campanha institucional em mídias que atinjam todo o Estado mantido pelos sindicatos da base com investimentos proporcionais às possibilidades de cada entidade baseada em número de trabalhadores na base e de associados;
  • A possibilidade da construção de um consórcio com o Sindisaúde-RS, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul, Feessers e demais sindicatos para a contratação de um médico do trabalho para o atendimento á saúde do trabalhador;
  • Usar o espaço de publicidade estadual dos trabalhadores da saúde para promover a valorização dos trabalhadores da saúde e a consolidação de uma pauta única estadual;
  • Investir na formação de cipeiros com perfil classista.
  • Buscar implementar um Plano de Previdência Complementar para os Trabalhadores da Saúde;
  • Buscar novas formas de realização de assembléias com atrativos, teatro, confraternizações, palestras, etc....
  • Retomar as Caravanas Estaduais da Saúde;

Controle social

  • Investir na capacitação dos dirigentes sindicais para o controle social;
  • Melhorar nossa inserção nas instâncias de controle social do SUS – Conselhos Estadual e Municipais de Saúde.
  • Promover Campanhas de Valorização do SUS.

Lutas gerais

  • Luta contra a extinção dos técnicos e auxiliares de enfermagem – PL 26;
  • Luta pela democratização do sistema COFEN/COREN (alteração no PLS 3277, realização de seminário nacional, fim dos quadros, isto é, nível médio com participação nas mesmas condições do nível superior);
  • Fiscalizar a qualidade na formação e luta pela restrição imediata da abertura de cursos profissionalizantes onde a demanda por trabalhadores é pequena – evitar que o excesso de oferta de mão de obra reduza os salários dos trabalhadores empregados;
  • Luta pela redução da jornada de trabalho articulada com a questão da qualidade do atendimento e saúde do trabalhador (PLS 2295/30 horas semanais);
  • Luta contra o projeto das fundações público-privadas, ou seja, privatização da saúde, terceirizações e contra as cooperativas de mão de obra;
  • Luta pela regulamentação da EC 29 no congresso federal e pelo cumprimento da EC 29 pelo governo de Estado;
  • Luta pela contratação por concurso público para todos os profissionais da Estratégia da Saúde da Família;
  • Estudo e implantação de um fundo de aposentadoria complementar estadual ao longo de 2009;
  • Implantação de ações de aproximação da categoria e suas entidades em todas as bases sindicais: torneios, bailes, eventos culturais, convênios de consumo.

SINDISAUDE-RS PREOCUPADO COM FUTURO DA ULBRA


Até pouco tempo, o que se ouvia sobre a ULBRA eram notícias de aquisições de planos de saúde, construções de hospitais, patrocínio de equipes vencedoras, enfim parecia uma instituição imperiosa que estava surgindo. É claro que por trás das notícias, haviam trabalhadores dos hospitais, com jornadas abusivas, repressão e demissões injustificadas, só que por mais que o Sindicato tentasse modificar essa realidade, não conseguia negociar com a Direção encastelada da insituição.

De uns 06 meses para cá, a coisa mudou, notícias de atrasos de salários, falência administrativa e futuro incerto.

Tudo isso, fez com que a Direção da ULBRA tivesse que descer do pedestal e buscar uma conversa com o SINDISAUDE-RS.

A Direção do SINDISAUDE-RS, buscou então uma saída jurídica momentânea que favoreceu os trabalhadores, através de uma Ação conseguiu desbloquear recursos e pagar trabalhadores, porém essa saída é momentânea, por que a crise persiste e o futuro da instituição é incerto.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Santa Casa de Livramento é exemplo


A Provedora da Santa Casa de Livramento, acaba de dar exemplo de como deve se comportar uma provedoria de entidade filantrópica, quando casos de corrupção e desvios de recursos ameaçam a saúde financeira da instituição.

Normalmente quando administradores ou gerentes cometem crimes ou atos administrativos contra as finanças dos hospitais filantrópicos, o que vemos é uma pressa em esconder o problema e negar o que houve, afinal quem acaba perdendo são os funcionários, pacientes e o Governo que tem que destinar recursos para salvar a entidade de possível falência.

No caso da Santa Casa de Misericórdia de Santana do Livramento a coisa foi diferente, alertada pelos funcionários a Provedora resolveu divulgar o fato, denunciar ao MP e Policia Federal, contratar auditoria independente para apurar os fatos e responsabilizar as pessoas.

Taí, um bom exemplo a ser seguido não só pelos hospitais filantrópicos, mas por entidades e empresas, que são poderosas, mas de uma hora para outra sem explicação entram em crises profundas.

SENADO DEVOLVE MP 446

O Presidente do Senado, decidiu devolver a MP 446, por não conter aspectos constitucionais de urgências e relevâncias, essa medida feita pela primeira vez pelo Senado Federal, foi mais que acertada, pois a MP 446 estava prestes a premiar entidades filantrópicas de conduta duvidosa em detrimento das verdadeiras entidades de caráter filantrópico que prestam bons serviços de cunho social.

A gente só quer que essa conduta se torne corriqueira, para centenas de MPs, que desde o Governo FHC e agora no Governo LULA, passam pelo Congresso e o País que deveria ser uma democracia, é governado pelo Presidente através de Decretos disfarçados.

Os Senadores e Deputados precisam dar agilidade aos Projetos de Lei, para que não sejam necessárias Medidas Provisórias, existem muitos artigos da constituição de interesse da sociedade que até hoje não foram regulamentados, sem falar das reformas: agrária, política, tributária, etc...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

SINDISAUDE RS REALIZA ATIVIDADE NA FEESSERS



SINDISAUDE-RS realiza evento no auditório da Feessers, para marcar o “Dia Nacional da Consciência Negra”, todos os participantes puderam assistir palestras, músicas e uma peça teatral.

domingo, 16 de novembro de 2008

FEESSERS APOIA GREVE DOS PROFESSORES GAUCHOS


A FEESSERS apóia a greve dos PROFESSORES GAÚCHOS, porque estão defendendo um direito conquistado por uma lei federal, questionada por Yeda Crusius na Justiça.

A categoria defende a retirada do projeto que cria o piso salarial estadual de R$ 950, já incluídas nesse valor todas as vantagens pagas em dinheiro. A lei federal é diferente. Prevê que esse valor é o salário básico, sobre o qual incidem os benefícios

A CONJUNTURA DAS NEGOCIAÇÕES EM 2009

Estamos encerrando 2008 um ano que foi bom em termos de negociações coletivas. Houveram inúmeros acordos na Saúde, com recuperação da inflação e algum aumento real, poucos hospitais não aceitaram negociar com os trabalhadores.

Em 2009 teremos uma conjuntura um pouco diferente, a inflação próxima aos 7 % (sete por cento) para as datas-base de março, abril e maio, mais o reajuste do salário mínimo nacional acima dos 10 % (dez por cento) em fevereiro, vai provocar a necessidade de reajustes maiores nos salários em 2009.

O Governo do Estado, com sua turbulência constante, escândalos e troca de secretários, criminalização dos movimentos sociais, projetos que trazem prejuízo para a economia e para os cidadãos, cortes profundos nos investimentos sociais (saúde, educação) , com certeza será nossa fonte de preocupação.

A Governadora, através do ex-secretário Busatto, tinha se comprometido em construir uma política de reajuste do Piso Mínimo Estadual, porém foi apenas mais uma de suas promessas não cumpridas.

Vamos precisar de muita mobilização dos trabalhadores da Saúde no primeiro trimestre de 2009, enfrentar o Governo anti-popular da Governadora Yeda, para garantir reajuste no Piso Salarial e garantir verbas estaduais para manutenção dos programas da saúde.

Quanto aos Patrões, devemos levar nossa pauta de reivindicações, com as prioridades extraídas do nosso debate estadual durante o VIII Congresso Estadual. Esta mais do que na hora de definirmos condições mais favoráveis para os trabalhadores exercerem suas funções nos hospitais. Temos que debater, reajuste salarial, jornada compatível, dimensionamento das equipes, política de interelacionamento, saúde e segurança do trabalho.

Existe uma preocupação com a crise mundial e os efeitos da oscilação cambial, porém as previsões são de inflação controlada abaixo dos dois dígitos e o dólar permanecendo próximo dos dois reais, essa previsão é até 2011, portanto a conjuntura não deverá afetar nas negociações.

Ao desejarmos boas festas a todos os Dirigentes e Trabalhadores da Saúde do RS, queremos um 2009 com bastante participação e muitas conquistas para todos.

sábado, 15 de novembro de 2008

Os direitos dos usuários do SUS


As pessoas têm muita dificuldade de percepção em relação ao direito representado pelo investimento que se faz em saúde no Brasil e no mundo.

Não se tem noção do que sejam 65 Bilhões de Reais investidos neste ano no setor, nem do que significaria aumentar este valor para 100 ou 150 Bilhões de Reais. É como o leite que nutre um recém nascido: parece que a demanda regula a oferta de forma mágica. Sabe-se que é necessário, mas não se pode acusar a natureza por este tipo de oferta ou de falta. Saúde é assim: um direito natural que quando insuficiente, parece ser tão natural como quando é abundante, ou seja, algo que não pode ser tratado de forma racional ou política. Por isso é que o tema da saúde não dá votos durante os debates eleitorais e só de forma tímida aparece como critério para se avaliar administrações públicas.

As pessoas se ressentem da falta, mas acreditam que como furacões ou terremotos, a desatenção em saúde é algo natural...

Para o senso comum, ainda que insipidamente e muito recentemente em termos históricos, só se tem direito ao que se pode consumir a partir de uma relação mercantil de compra e venda.

Durante a maior parte do dia as pessoas recebem mensagens publicitárias que estimulam o consumo e o desejo. É mais do que o produto em si que a mídia vende. É um modo de vida, um sistema de valores que a partir do consumo de coca-cola, por exemplo, orienta todos os demais valores coletivos. Estes valores coletivos propagados pela mídia passam a ser também os valores do indivíduo. Por isso é que na prática não vemos as pessoas se mobilizando em defesa da saúde ou da educação.

Estas coisas não têm valor monetário, logo não tem valor nenhum. Estes bens são abstratos e, portanto, não podem ser tratados de forma prática como a compra de um ou outro modelo de carro, celular, roupa, lazer, etc.

Por isso, é difícil perceber a saúde como um produto tangível carregado de sentido e status social. Muito menos, desejável como um produto típico da indústria capitalista. Desejamos saúde como desejamos a própria vida. Ou seja, em tese, não podemos consumir a vida, nem a nossa, nem a dos outros e não podemos julgar seu valor em termos de acesso ou de posse. Se assumíssemos este pressuposto teríamos de aceitar o fato de que o prazer de estar vivo seria medido pela quantidade de pessoas que morrem, e o de ter saúde pela quantidade das que estão doentes.

Saúde, como já afirmei, não é como um bem material, um celular ou um carro, por exemplo, que significam ser de um grupo social através do poder exclusivo de compra. Ter uma Ferrari só é bom porque elas não existem na mesma quantidade e custo do que “fucas”...

Ora, como as pessoas poderão por em perspectiva de valor um bem que tem, por natureza o caráter de acesso universal? Se a medida para o valor de um bem é o número de pessoas que estão excluídas do acesso, algo que é de todos não pode ter valor algum, nem positivo, nem negativo. A saúde, não sendo um bem tangível está, portanto, fora do espectro de valores das pessoas comuns.

Para complicar mais as coisas o financiamento a saúde no Brasil é feito de forma confusa. Aposentadorias do setor privado e saúde tem fontes comuns de financiamento e aparecem nos contra-cheques dos trabalhadores como contribuição ao INSS. Fica muito pior assim por que as pessoas não percebem a relação entre serviços prestados e financiamento. Teríamos uma percepção bem melhor do SUS se o desconto nos salários fosse feito para a saúde e o da aposentadoria para a previdência, de forma separada e distinta.

É assim que se dá com os seguros de saúde do setor privado. A pessoa paga uma mensalidade para ter direito ao serviço toda vez que for necessário. O SUS é assim também, todos em condições, pagam, porque poderão usar o benefício mesmo se vierem a estar incapacitados de pagar. É um sistema racional em que os custos são calculados em função dos riscos e a universalidade é um preço a ser pago em nome da segurança.

O fato de não ter ficado claro no texto constitucional a fonte de financiamento da saúde é um grande problema que subverte os princípios que norteiam o próprio SUS.

A fonte de financiamento é a chave para o entendimento da natureza e legitimidade do Sistema Único de Saúde. A clareza neste ponto facilita o entendimento e promove a desnaturalização da forma de se perceber a saúde e o cuidado. Isto tiraria a questão da saúde da esfera dos entes divinos, do céu, do limbo, do inferno, da fantasia ou da mágica e traria para o concreto que é a linguagem mais fácil para o senso comum.

SUS - Mais vida para cada indivíduo que se soma ao coletivo que sustenta e gerencia o sistema. Mais qualidade para o indivíduo que vê em seus direitos o resultado do caminhar errante e cambaleante, firme e certo da humanidade no rumo da civilização...

O SUS é para quem percebeu que o fato de a demanda regular a oferta de leite materno não é uma mágica divina, mas sim o efeito de uma racionalidade biológica que emerge como a melhor estratégia de promoção da vida...


Marco Pires.
15 de Novembro de 2008


sexta-feira, 14 de novembro de 2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A DESMEDIDA PROVISÓRIA 446


Tudo bem que o Conselho Nacional de Assistência Social, podia não estar mais cumprindo com a sua finalidade de avaliar com qualidade e confiabilidade as concessões das cartas de filantropias, por isso a MP 446 passando a análise das documentações (dos Hospitais) para os técnicos do Ministério da Saúde pode ser melhor, mas é preciso também o aval e o olhar político do SUS, por isso, deve passar pelo Contrôle Social através dos Conselhos de Saúde que são legalmente instituídos para propor e fiscalizar o atendimento e os recursos da saúde.

O inaceitável dessa Medida Provisória é o fato de conceder imediatamente certificados a entidades cujos processos foram negados pelo Conselho Nacional de Assistência Social, também beneficia entidades apontadas pela Policia Federal em operação específica que apontou possibilidade de fraudes contra o Fisco.

Em outras palavras se essa MP 446 for aprovada é um desestímulo com as entidades filantrópicas honradas, já que poderá beneficiar as entidades que não prestaram bons serviços e, ao que tudo indica cometeram crimes contra o erário público.

O Ministério Público deve entrar com Medida Judicial para cancelar a MP 446, por ser inconstitucional e nós devemos pressionar pela derrubada dessa MP, por ser imoral.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

EXECUTIVA DA FEESSERS VISITA ROQUE GONZALES





Distante 547 km de Porto Alegre, nas Missões, Roque Gonzales, município com 7.281 habitantes, recebeu nesta Segunda-Feira dia 10 de Novembro, a visita dos Diretores Executivos da FEESSERS, que reuniran-se na Casa da Cultura da cidade com os funcionários do Hospital de Caridade Santo Antônio.

Foi a primeira vez que esses trabalhadores recebem sindicalistas para discutir seus problemas, ao final decidiram por unanimidade associarem-se ao SINDISAUDE SANTO ANGELO, que terá a incumbência de encaminhar negociações com a Direção do Hospital Filantrópico.

domingo, 9 de novembro de 2008

CAMPANHA PELA JORNADA DE TRABALHO DE 30 HORAS

Mais de 57655 assinaturas até o momento. Participe você também. Acesso o link abaixo:

http://www.enfermagem30horas.org/

  • Neste momento é forte a luta pelas 30 horas para a equipe de enfermagem.
  • A FEESSERS, no entanto defende as 30 horas semanais para todos os trabalhadores da saúde. Por isso, queremos o apoio de todos.


Saúde: Nossa categoria também faz!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

VIII CONGRESSO DA FEESSERS


















O VIII Congresso dos Trabalhadores da Saúde iniciou ontem (6/11) às 13 horas e foi até 20 horas com debates que emocionaram os participantes. Para continuar a integração do 20 Sindisaúdes teve apresentação de um show de música gaúcha e um churrasco de confraternização.

A abertura contou com a presença de dois diretores da CNTS, José Caetano Rodrigues e Valdirlei Castagna, o diretor da CUT, João Batista, representando o Conselho Estadual de Saúde, Odil Gomes, o presidente do Sindisaúde-RS, João Menezes e o presidente da Feessers, Miltom Kempfer.

Sindicatos vão ter que se unir para combater a crise
No primeiro Painel sobre Conjuntura Econômica, Política e do SUS o economista Ricardo Franzoi falou da crise econômica atual e disse que apesar da situação difícil a crise tem solução, mas passa pela unidade das centrais sindicais e federações, e da estratégia de envolver todos os sindicatos de uma mesma cadeia produtiva para debater com os patrões de forma unificada.

No segundo momento, o assessor parlamentar da CNTS junto ao Congresso Nacional, Marco Antônio Campanella, fez uma retrospectiva das conquistas e problemas enfrentados pelo movimento sindical desde a década de 80, Na avaliação de Campanela os trabalhadores estão perdendo direitos nos últimos anos e a reforma sindical visa o enfraquecimento políticos dos sindicatos, assim como a reforma previdênciária tende a retirar mais direitos ainda dos trabalhadores e só não foi mais profunda por causa do enfrentamento feito pelos sindicatos.

A diretora da Federação Interestadual dos Odontólogos de Rio Branco(Acre) e membro do Conselho Nacional de Saúde, Eufrasia Cadorin, Falou dos 20 anos do SUS, da sua concepção e concluiu abordando a proposta do Governo de criar as Fundações Públicas de Direito privado. Ela alertou para os riscos que será para o sistema de saúde e demonstrou que todos os argumentos utilizados pelo governo para defender este projeto são inconsistentes, porque na prática hoje já é possível ser realizado como a autonomia das instituições, a demissão de funcionários, “O que eles querem é precarizar o trabalho contratando através da CLT e se apoderando das estruturas administrativas e financeiras das insntituições públicas da área da saúde”, alertou ela.

O segundo debate da tarde sobre Teoria e Prática Sindical foi o mais debatido com várias intervenções. O diretor do Sindisaúde, Edson Clatino de Souza, o Zinho, fez uma abordagem histórica do surgimento do movimento sindical e o assessor sindical e sociólogo, Marco Pires, apresentou um conjunto de propostas que na avaliação dele poderá mudar a relação do sindicato com os seus associados.

No final dos debates por volta das 20 horas, teve uma apresentação musical e por último um churrasco para integrar os mais de 160 participantes do VIII Congresso Estadual dos Trabalhadores da Saúde que na avaliação do presidente da Feessers, Miltom Kempfer, é o maior da história da Federação.

Luis Henrique Silveira
Engenho Comunicação

O maior Congresso da FEESSERS









Prática sindical no século XXI

“Não há vento favorável para quem não sabe a que porto quer chegar”

Luiz Carlos Prestes.[1]

Vamos tratar nesta palestra sobre a prática sindical de uma proposta de ação que, se formos capazes de implementar, irá revolucionar a maneira como os trabalhadores da saúde se enxergam e a força de nosso segmento social na arena pública gaúcha.


A relação entre uma entidade representativa e a categoria é dada na proporção em que se percebe que a vida cotidiana dos trabalhadores é afetada pela direção da entidade. Ou seja, é preciso que a direção sindical esteja presente na discussão diária das condições de trabalho, na recomposição e no aumento da massa salarial, na luta pelo cumprimento dos acordos e pelo respeito às leis trabalhistas. Mas além de estar presente é preciso que se invista na percepção deste trabalho.


No mundo contemporâneo as marcas são impregnadas de sentido e tem mais valor, na maioria das vezes, do que o produto que a marca representa. Assim é que sabemos que a marca “Coca Cola” tem mais valor do que o refrigerante que leva este nome. O mesmo vale para o trabalho representativo. A imagem de uma categoria, o significado e o valor do trabalho em saúde, para olharmos para a nossa própria realidade, não existe a priori. Ela tem que ser construída. É preciso fazer a propaganda, o marketing, de nosso produto, de nosso trabalho, do valor positivo do trabalhador da saúde. Isto é um tipo de publicidade direcionada especificamente para a atividade representativa: a publicidade institucional. Observamos o crescimento deste tipo de publicidade em toda a área institucional, fortemente no setor sindical e especialmente entre as corporações de trabalhadores da saúde desde o ano 2000. É uma estratégia que vem sendo usada pelos conselhos profissionais, pelas entidades de classe patronal, pelos grandes sindicatos como SINPRO, CEPERS, BANCÁRIOS, etc...


No entanto, este tipo de publicidade é muito cara. Demanda uma articulação e concentração de esforços que, no caso da FEESSERS, só pode ser feita de maneira unificada e articulada com os sindisaúdes. Alem disso, uma entidade precisa ter envergadura orçamentária suficiente para arcar com o custo da publicidade institucional. Mas visto de outra forma, publicidade pode ser um investimento. Nesta visão a publicidade se apresenta como forma de aumentar orçamento da entidade sindical.


Aqui chegamos ao ponto crucial onde imagem institucional, marca e auto-estima profissional se conectam ao assunto desta palestra: prática sindical. O trabalho sindical requer uma aposta de ambos os lados – categoria e líder sindical. Ao votar em uma chapa o trabalhador está fazendo uma aposta entre as várias opções que buscam a direção sindical. O candidato também aposta, no sentido em que faz promessas para se eleger.


Esta aposta pode ser mais ou menos consistente na medida em que as promessas sejam concretizadas, ou não. Uma categoria sempre irá duvidar de uma direção que entregue aos trabalhadores apenas a perspectiva de um mundo melhor. Apesar de a maioria das pessoas não disporem de tempo para fazer análises mais detalhadas como as que estamos fazendo nestes dois dias de congresso, elas têm um critério prático para atribuir legitimidade política a suas lideranças: - os resultados. No final eles é que contam. Manutenção e aumento do padrão de consumo, segurança no emprego, presença dos diretores sindicais na base são alguns dos fatores que rendem legitimidade e respeito dos trabalhadores.


Porém, como já afirmamos acima, na sociedade midiática em que vivemos o valor da imagem e das marcas é mais sólido do que o aço. Assim, temos de produzir resultados concretos, por um lado, e dar publicidade a estes resultados, por outro. Não basta fazer propaganda vazia e nem trabalhar muito sem mostrar o que se está fazendo.


Existe uma longa lista de ações sindicais que já realizamos e que não tem a devida publicidade. Por exemplo, gostaria de citar a recomposição salarial que é feita anualmente nas mesas de negociação com a patronal. Todo o ano, desde que a inflação foi controlada, há mais de uma década, temos de negociar livremente com os gestores da saúde o reajuste salarial. Como antes disso os reajuste eram sempre na casa dos dois dígitos percentuais os trabalhadores acham que os reajustes atuais são muito pequenos. As pessoas não levam em consideração que os salários não estão mais indexados. Parece, então, para o senso comum que o resultado das negociações salariais piorou muito. Ora, este é um erro de percepção. Os salários não recebem mais reajuste automático, apenas o que for negociado com os patrões. Na verdade temos dados que indicam aumento nos gastos com saúde desde o início do plano real.


Desta forma as pessoas ainda acreditam que o índice de inflação anual é repassado automaticamente para os salários. Pior ainda, elas acreditam que a estabilidade monetária é resultado da macro-política econômica, quando na verdade o benefício da estabilidade monetária tem sido garantido a cada rodada de negociação. Temos, então o absurdo de a massa salarial real estar aumentando e os trabalhadores seguindo com uma noção errada de que o sindicato é dispensável ou ineficiente. Isto é conseqüência da falta de marketing institucional.


Outro fator que nos é desfavorável é que a maioria dos sindicatos grandes tem uma forte marca coorporativa. Os seus membros identificam suas condições de vida com o perfil da profissão que exercem. Ou seja, se sentem valorizadas pelas suas profissões. Esta formula de sucesso nos escapa porque a FEESSERS reúne várias categorias profissionais, algumas com histórico de baixa valorização na sociedade.


Concordamos que muito do sofrimento que se agrega a tarefa de produção de saúde advém de uma má compreensão do significado de ser trabalhador da saúde no imaginário coletivo brasileiro. Este imaginário é historicamente o lugar da caridade ou da expiação. Ou somos anjos da guarda, ou somos anjos caídos. Raramente somos reconhecidos como profissionais competentes produtores de um bem concreto definido como saúde e não apenas a ausência de doença. Mais do que qualquer coisa o que fazemos embora a sociedade não reconheça é a promoção da qualidade de vida.


Felizmente existe outra forma, além do corporativismo, de adquirir credibilidade para a atividade representativa. A forte inserção na vida concreta de seus associados pode nos trazer muito mais credibilidade do que já temos. Iremos, portanto, iniciar um debate acerca estas formas de inserção na vida dos trabalhadores da saúde a seguir.


Combinaremos que todo o trabalho representativo que já é realizado deve ser mantido, acrescentando um projeto de publicidade que torne visível o que já fazemos. Uma publicidade desse tipo deve incluir o boca-a-boca tradicional, a distribuição de panfletos, jornais e matérias pagas em rádio e jornais locais. Além disso, temos de buscar financiamento para grandes campanhas de marketing em nível estadual. Aqui é que entram as novas formas de atividade representativa que proponho que devam ser adicionadas as tradicionais. Isto sem prejuízo da eliminação das práticas sindicais que são anacrônicas ou nocivas à categoria e a suas lideranças.


Há várias formas de assumirmos algumas das tarefas sugeridas acima. Nossas diretorias são grandes e diversificadas. Podemos pensar em criar incentivo para os responsáveis por estas áreas, na medida em que elas acrescentam recursos ao orçamento das entidades.


Enfim, este é o sindicalismo do século XXI. Arregaçar as mangas e por as mãos a obra vale a pena. Como já afirmamos na segunda metade da década passada: “O caminho se faz ao andar”.

Marco Pires

Novembro de 2008



[1] Citado por Paulo Paim no livro “Pátria somos nós” da editora do Senado Federal.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

NÓS BRASILEIROS COPIAMOS TANTAS COISAS DOS AMERICANOS MUITAS DELAS RUINS, BEM QUE ELES PODERIAM COPIAR ALGO DE BOM NOSSO

Quando vemos os noticiários das eleições americanas, burocrática, demorada, cara, insegura, temos um orgulho danado de ser brasileiro e saber que aqui as eleições acontecem de forma rápida e segura.

É lógico que ainda elegemos políticos indecentes, que a maioria dos brasileiros ainda valorizam pouco o direito ao voto, mas isso nos podemos aperfeiçoar se conseguirmos fazer a tão falada reforma política.

Se os americanos pudessem deixar de lado a arrogância de querer sempre ser os maiorais, poderiam importar do Brasil duas coisas que fazem muita falta em seu País, a urna eletrônica e o Sistema de Saúde (SUS), com o dinheiro que gastam lá e a política pública que aplicamos aqui, com certeza os americanos levariam de lambuja um pouco da alegria dos brasileiros.

Pode ser que Obama, depois de eleito, traga bons ares.

Trabalhadores dos hospitais filantrópicos ganham 6% de aumento salarial


  • O presidente do SINDISAÚDE-RS, João Menezes, e o presidente do Sindiberf (Sindicato dos Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos) Júlio Matos assinaram ontem (4/11) a Convenção Coletiva que concede aos funcionários desses estabelecimentos um aumento salarial de 6%, retroativo a abril.
  • Também foi garantido o fim do Banco de Horas a partir de março de 2009, assim como a extensão do adicional noturno até o final da jornada, no percentual de 50%.
  • Todos esses itens da proposta foram aprovados pelos trabalhadores da saúde em assembléias regionais realizadas em Osório, Canoas e Porto Alegre.


TUDO PRONTO PARA O MAIOR CONGRESSO DA FEESSERS


Nos dias 06 e 07, grandes debates irão traçar os rumos da FEESSERS para os próximos 02 anos.

Estão sendo aguardados 170 delegados de todos os recantos do Rio Grande do Sul, técnicos, auxiliares, higienização, nutrição, segurança, portaria, administrativo, motoristas, manutenção, etc.

São lideranças que constituem a representação qualificada de todos os setores profissionais: - Mulheres e homens, trabalhadores da saúde decidindo o que pretendem fazer em termos de luta unitária por melhores empregos e pelo melhor atendimento para a população.

Sejam bem vindos!

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