Segue o baile
Abaixo, trechos da reportagem “Aperta o cerco à governadora”, publicada na Carta Capital desta semana, sobre o que tem sido publicado nos últimos dias sobre Yeda Crusius, o PSOL e a camararilha geral:
“O advogado Pedro Ruas, vereador de Porto Alegre pelo PSOL, vive uma estranha angústia. Todo dia, há 15 dias, ele anseia por acordar e descobrir que, finalmente, foi processado pela governadora do RS, Yeda Crusius, do PSDB. Ruas, 50 anos, alardeia ter o destino da tucana nas mãos. (…)
Parecia uma operação simples, de resultado prático e imediato - o pedido do impeachment da governadora do RS -, mas Yeda Crusius decidiu não se entregar tão facilmente. A tucana teve o cuidado de jamais se pronunciar com clareza sobre as acusações lançadas pelo PSOL. Nem muito menos se arriscou a processar nenhum dos acusados. (…)
Entre 2003 e 2007, Lair Ferst comandou um esquema de desvio de dinheiro no Detran (…) Em 2007, depois de empossada, a tucana designou Flavio Vaz Netto para a direção do Detran. Netto, diz a PF, tomou comando da quadrilha para si e isolou Ferst. O lobista, então, virou um pote de mágoas. Preso e processado, resolveu entregar todo mundo para se safar. (…)
Em Brasília, o superintendente da PF no RS, Ido Gasparetto, reuniu-se com o delegado Aelio Caracelli, da 10ª Delegacia de Polícia da capital federal, encarregado das investigações sobre a morte do assessor de Yeda. Um ponto a ser esclarecido é a reunião entre Magda Koenigkan e o lobista Ferst, um dia depois da morte de Marcelo Cavalcante. O encontro foi relatado à polícia por pelo menos duas pessoas ouvidas pelo inquérito. (…)
De acordo com Pedro Ruas, as provas apresentadas por Lair Ferst sobre atos de corrupção na campanha e no governo de Yeda Crusius chegaram ao conhecimento dele e de outros integrantes do partido no início de janeiro. O vereador chegou a ser acusado de ter recebido as denúncias das mãos do vice-governador Paulo Feijó (DEM), inimigo declarado de Yeda desde o início do governo, em 2007. (…)
Agora, [Feijó] prefere não falar sobre a possibilidade de impeachment. Mas capricha na ironia: ‘Se as provas (do PSOL) vierem a público, vai ter fila na minha porta’, diz.”
Como assim, cara pálida? Se vierem a público? Fila na minha porta? A única novidade da matéria é que estas duas frases entregam a caixa preta que Paulo Feijó realmente tem em mãos, mas que não apresenta à população por razões que ainda precisam vir à luz.
Fonte: http://www.novacorja.org/
Nenhum comentário:
Postar um comentário