Em audiência realizada na data de ontem, no Ministério da Educação em Brasília, entre parlamentares gaúchos, dirigentes sindicais e o ministro da educação, Fernando Hadad, o mesmo mostrou-se profundamente preocupado com a situação da Ulbra, e colocou-se disponível a intervir juntamente com a procuradoria da república, a fim de encontrar uma solução para a crise moral e financeira pela qual passa tal entidade, mas impôs uma única condição:
"Para ajudarmos a Ulbra é necessário a saída do reitor Rubem Becker".
É louvável a posição de tal liderança, mas apesar disto, há de se fazer algumas ressalvas, entre outras a de que, a crise da Ulbra não se agravou agora, ela só veio a tona neste momento, pois a mesma crise ética e financeira já vem sendo denunciada a muitos anos pelas entidades sindicais, sendo de conhecimento inclusive deste Ministério da Educação o qual o atual prefeito de Canoas, Jairo Jorge, que outrora foi pró reitor da Ulbra, bem como ocupou cargo neste ministério em seus devidos momentos e de acordo com suas conveniências pessoais e políticas.
Pois bem, como já é corriqueiro acontecer, somente após muitos milhões de reais (mas muitos mesmo) a mais, os órgãos de Estado resolvem tomar alguma providência, momento no qual se apresentam ora "surpresos", como se fosse uma novidade para eles e para a sociedade, ora como "salvadores da pátria". E sabendo deste enredo e como a história sempre se repete, arrisco o palpite de que os responsáveis por tal "crise sairão de lombo liso.
Por Emerson Pacheco
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