quarta-feira, 10 de junho de 2009

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA RECRIA O APARTHEID

O que parece inacreditável em tempos de democracia e direitos humanos minimamente respeitados, e pior ainda, na dita "CASA DO POVO", aconteceu. Ontem por ocasião da sessão plenária que iria votar o piso mínimo regional, não bastasse o absurdo de cercear-se a presença de todos os dispostos a acompanhar a votação, por estar se permitindo a entrada no plenário somente de quem tinha senha.

Em um primeiro momento estando na mesma fila representantes de empregados e empregadores para cadastramento, e tendo que se submeter a detectores de metais, a segurança da assembléia teve uma idéia iluminada, segregar patrões e peões.

Formou uma fila para trabalhadores, que continuaram a ter que se identificar e passar no detector de metais, enquanto a turma de terno e pele clara iria passar direto, sem ter que se identificar nem tampouco passar pelo detector de metais, necessitando da intervenção dos dirigentes da CUT para restabelecer a ordem das coisas, conforme mandam as regras mínimas de civilidade. Fato lamentável este, mas é mais uma prova que a segregação e o preconceito estão sempre ali na esquina de plantão, a espreita.
Por Emerson Pacheco

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