domingo, 27 de setembro de 2009

PRESIDENTE DO COFEN FAZ ALARDE MAS NÃO MUDA A ESSÊNCIA DO CÓDIGO ELEITORAL, MANTENDO OS VÍCIOS.


O novo “que de novo tem muito pouco” código eleitoral do sistema COFEN-CORENS, assinado pelo Presidente do COFEN Manoel Nery, no dia 17 de setembro de 2009, traz poucas mudanças, mantendo a divisão de quadros com discriminação dos técnicos e auxiliares (que não podem assumir os cargos importantes), mantém o valor da multa de uma anuidade (finalidade única de arrecadação dupla), além de criar artigos para garantir controle do processo eleitoral pelos atuais mandatários da autarquia.

Também não facilitou a vida de quem deseja candidatar-se, mantendo a quantidade de documentos e certidões que inviabilizam qualquer tentativa de inscrição de chapa de oposição.

Pra não dizer que a Resolução 355/2009, não traz nenhuma novidade vamos ver o que mudou (aumentou de 10 para 20 dias o prazo para inscrição de chapa, as eleições serão simultâneas em todo o Brasil e o prazo para publicação do edital encurtou em 06 meses, também não tem mais voto por correspondência).

É seu Manoel tu ta se saindo melhor que encomenda.
E só em pensar que tem pessoas que se dizem "dirigentes sindicais", que o estão apoiando...Torna a vergonha maior ainda!!

Um comentário:

Anônimo disse...

Pois é! Esses Conselhos de Fiscalização Profissional, os 27 de todas as profissões regulamentadas, são consideradas autarquias de direito público, os profissionais são obrigados a se inscrever, a votar sem chapa de oposição, a pagar as anuidades e taxas todos os anos de sua carreira profissional, os funcionários dos conselhos (agora) são concursados mas a alta cúpula (os maiores salários) é preenchida por "cargos de confiança". E os códigos eleitorais não mudam nunca; são "fabricados" pelos seus atuais comandantes.
Mas o pior não é isto e não vejo ninguém falando do pior, por que será?
O pior é como a prestação de contas financeira destes Conselhos é feita: os regionais prestam conta ao federal e somente o federal presta conta ao TCU, ou seja, o dinheiro arrecadado pelos regionais não tem controle de órgãos competentes como o TCU.
A única e verdadeira solução, em minha opinião, é o Governo Federal realmente tornar os Conselhos autarquias de fato, criando vínculo com um Ministério, criando leis específicas que regulamentem de forma administrativa pública os procedimentos e processos dos conselhos, que o Presidente da República nomeie o Presidente destas autarquias e que os profissionais sejam eleitos para um Conselho Consultivo e Fiscalizador, que se crie por lei os cargos nestas autarquias, especialmente os cargos em comissão de livre nomeação e exoneração, etc.
Em fim, a quem servem estes Conselhos? Quem ganha com essa falta de fiscalização destes órgãos fiscalizadores? Por que sempre tem legisladores envolvidos com estas autarquias?
São muitos e maiores os "mistérios" que encerram essas autarquias.

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