domingo, 4 de agosto de 2013

FEESSERS e SINDISAÚDE denunciam assédio moral no Hospital de Caridade de Santiago


As direções da FEESSERS e do SINDISAÚDE de Santiago compareceram no dia 1º de Agosto a reunião na Câmara de Vereadores para tratar sobre o Hospital de Caridade na presença de nove dos 13 vereadores da Casa.
Solicitado pela vereadora Iara Chagas Castiel, o encontro teve o objetivo de colocar à disposição do Legislativo os depoimentos dos dirigentes sobre os constantes assédios morais sofridos pelos funcionários do hospital. A vereadora proponente disse conhecer a realidade por meio de ações na justiça contra o hospital e os vereadores Sérgio do Amaral e Miguel Bianchini também revelaram conhecer a pressão sofrida pelos trabalhadores.
Sérgio Amaral questionou a lista de 300 assinaturas de funcionários apresentada pelo diretor do hospital, Ruderson Mesquita, dizendo que José Airton Clérice não os representava uma vez que a chapa encabeçada por ele venceu as eleições com 68% dos votos.

 
Para o presidente da FEESSERS, Milton Kempfer, elas são a maior prova do assédio sofrido pelos trabalhadores. “Devem ter sido constrangidos a assinar”, observou.

Ele afirmou que, apesar de experiente, ficou chocado ao ver duas funcionárias chorando ao relatar os constrangimentos sofridos. O dirigente pediu que as pessoas responsáveis pela cidade, com cargo político ou não, para ajudar a preservar a saúde física e emocional das mulheres – 80 % da força de trabalho da casa – para melhorar o ambiente dentro do Hospital de Caridade.

Ele também chamou a atenção sobre o sistema de câmaras de monitoramento da instituição que intimidam e constrangem os funcionários.



 
Milton também expôs a preocupação da entidade sobre a inexistência de um conselho gestor que consta do estatuto da instituição, onde a Câmara teria assento. Afirmou que a Federação é parceira dos hospitais filantrópicos e que nada tem contra o Hospital de Caridade, mas estranha que a instituição esteja fazendo altos investimentos enquanto se nega em reajustar os salários dos funcionários, alegando não ter recursos para tanto.

O secretário geral da FESSEERS, Emerson Pacheco, disse que os investi mentos não são parâmetro: “Lembro o caso da ULBRA, que também vínhamos alertando há muito tempo, enquanto a Universidade alardeava grandes aquisições e deu no que deu.”

O presidente do Sindicato, José Airton Fungheto Clerice e a diretora da entidade, Rossana Nascimento de Souza, que são técnicos de enfermagem na casa, falaram sobre o clima vivido no seu ambiente de trabalho.


 
 
Chorando, Rossana, contou a perseguição e as ameaças sofridos – nos corredores do hospital e em sua casa - desde que passou a integrar a chapa que concorreu e venceu as eleições. Ela está afastada do trabalho para tratamento com anti-depressivos e medicações para dormir. “Não tenho condições emocionais no momento de fazer o que mais amo, que é cuidar das pessoas, não posso exercer meu trabalho”, afirmou.

Milton Kempfer revelou ainda que além dos baixos salários os trabalhadores têm descontos de uma Associação de Funcionários que não existe e não tem sede e de um plano de saúde cuja carta-contrato não aparece, explicando o seu alcance e benefícios.

 
 
Para o presidente da Federação, é preciso ser investigado também o desaparecimento dos recursos do pagamento de uma ação trabalhista datada de 1991 de 14 milhões de cruzeiros ao SINDISAÚDE, cujos beneficiários nunca receberam os recursos.

A vereadora Iara Castiel vai pedir a instalação de uma Comissão Especial Temporária para analisar a destinação das verbas do município destinadas ao hospital e a lotação de funcionários do mesmo eu estariam trabalhando na rede pública do município. Ela diz que a “verdadeira caixa preta” que é o hospital precisa ser aberta.

Rosa Pitsch (MTb 5015)


Nenhum comentário:

VISITAS AO NOSSO BLOG